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domingo, 18 de janeiro de 2015

#poesifique-se + cinco meses de Brasil.

Olá, bom diiiia, amores! 

Então, anteontem, dia 16 de Janeiro de 2015, fez exatamente 5 meses que eu cheguei no Brasil, e eu tenho sensações paradoxais sobre o tempo decorrido: ao mesmo tempo que eu penso que o tempo passou rápido demais, eu penso que parece uma eternidade. Acho que eu estou mais tendenciada achar que parece que foi way long ago, tipo um sonho. O que é basicamente o mesmo sentimento que eu tinha quando escrevi esse texto aqui, no meu outro blog:

"everything seems so far away now, like one of those blurred dreams you have on a hot sweaty night
you squeeze your closed eyes and try to see it better, but you can't really see it any longeronly feel iti still can feel it, all that pleasure slowly growing inside of me, contracting all my musclesuntil it all burst in a big puddle of farewell tearsit took me 6 hours to start cryingand even now, nearly 3 months later, i still got the random shakes of this climaxi came...back to this faraway land, which i used to call my homebut now i'm not so surei'm still shaking"

De qualquer forma, eu resolvi vir aqui contar pra vocês do que eu mais sinto falta lá da terra do baby George. A princípio eu ia escrever só o #top5, mas descobri que quando a gente pára pra pensar, não tem como separar só 5. Cada mínimo detalhe importa... enfim, resumindo, resumidinho, é isso aê:

#gottaloveUK


1. Frio

Cara, sem dúvida alguma é a coisa que eu mais sinto falta da Inglaterra. Ainda mais nesse verão carioca maravilhoso, em que nós, pobres mortais, somos obrigados a (sobre)viver em um calorzinho de 50 graus na sombra. De vez em quando eu fecho os olhos e imagino que estou de novo do lado de cima do mundo, preferencialmente na Escócia em janeiro, com minha boca queimada de frio e aquele vento gelado paralisando minha cara. Que sonho bom.

Tá quentinho.
2. Tempo livre

Eu estava em intercâmbio acadêmico, sim. Mas se vocês compararem o tanto que eu tenho que estudar no Brasil e o tanto que eu tive que estudar na Inglaterra, é pra chorar de desespero. Eu tinha MUITO tempo livre. Fora as milhões de férias e study weeks. Que bênção. 

A vida tá difícil, galera.
3. Takeaway

Meal for one: pizza 10", chips and a can por £3.50 = paraíso dos gordinhos. Saudades, takeaways. 

Enjoyin life.
4. Tesco

Nossa, cara, parece uma saudade tosca, mas fazer compras na Inglaterra era uma parada muito mais prazerosa. Era tudo muito mais barato, mais gostoso, mais gordo, fora que, juntando-se ao fato de que eu tinha tempo livre de sobra para cozinhar, eu podia simplesmente inventar moda na cozinha e comprar ingredientes para tal. E eu sempre fazia compras com o Illya, então era uma coisa muito prazerosa, sempre. Muitas saudades das minhas compras noturnas... :(

Mantenha os mentalmente instáveis fora da cozinha... ou não.
5. Frio de novo

Nunca é demais lembrar, né?

6. My dearest friends.
Amigos não merecem entrar em uma lista boba dessas. Amigos são sempre a cereja do sundae, e eu trocaria qualquer um dos itens do meu top5 (até mesmo o frio) por eles. Sem dúvida o amigo que eu sinto mais falta é o Illy, meu housemate ucraniano. Tem horas que é insuportável lembrar de tudo o qeu a gente passou junto, e sério, dói. Mas, oh well, a gente está sempre no Skype, mandando cartas, fofocando... rola até leitura de cartas de tarot online! Mas, enfim. Saudades infinitas. 

 




7. Rolê pela cidade

Uma das minhas coisas preferidas de se fazer no intercâmbio, diferentemente da maioria, que curte a bebedeira e a festança, era simplesmente pegar um ônibus e ir passear na cidade, preferencialmente nos fins de semana. Manchester é uma cidade muito rica em arte, especialmente musica. Muitas bandas fodas tiveram-na como berço, e muitas bandas fodas ainda vão surgir por ali.
Meu roteiro ideal seria ir pra MCR, almoçar no Taco Bell (na Food Court do Arndale), passear na Paperchase (minha papelaria favorita), na loja de livros usados que fica perto da Shudehill Interchange, Picadilly Gardens, tomar um café delícia no Starbucks ou Costa, e terminar com uma pint na Canal Street (ou Gay Village, pros íntimos). 

 


8. Movie nights

Ir ao cinema com o Illy, assistir a todos os lançamentos da Disney e sair felizes como crianças era um dos meus passatempos preferidos de todos os tempos![

TOOTHLESSSS
9. The hill

Lá no Castle Irwell, a accommodation, tinha muita grama. Muita mesmo. Atrás da casa 62, onde eu e o Illy vivíamos, tinha essa colina de grama, nossa "hill", e nos últimos meses, estender um cobertor nessa grama e observar o por-do-sol, beber, ouvir música, desenhar e brincar com filhotes de raposa era our thing. Por fim nós viramos Their Majesties, Queen Rayra and King Illya, from the Hill. 

 

 
 

10. Cultura, viagens e novas experiências.

Quando você está em outro continente, toda paisagem é engrandecimento cultural. Toda viagem é uma maravilha. Eu sinto muita falta disso... 
Fora também as experiências sociais e acadêmicas!

 

Enfim, gente, olhar todas essas fotos quase que me faz chorar.
O intercâmbio foi maravilhoso, cinco meses já se passaram e, não, por mais que eu disfarce bem, eu ainda não superei.

Beijos!!!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Alerta: este é um post "nadaver" + #somostodosgostosos

Olha, parei pra (re)pensar os meus últimos posts e percebi que talvez eu esteja passando uma ideia errada por aqui. Achei pertinente vir aqui e usar da minha super-ultra-mega-fama (sqn) para esclarecer alguns fundamentos importantes da minha doutrina pró-opções saudáveis, e dar a dica prazamiga e prozamigo que, como eu, sofremos com a malfadada noia corporal. Mas antes de mais nada, é válido o shout out:

ALERTA: ESTE É UM POST "NADAVER".

Vou começar contando uma (não tão) pequena história.

Era uma vez uma adolescente gordinha, que não fazia as sobrancelhas, usava óculos, aparelho e tia um diastema nos dentes. Apesar de já sofrer os primórdios de uma importante queda na sua auto-estima, ela ainda tirava fotos no espelho com sua Sony Cybershot com duas pilhas AA recarregáveis e seu cartão de memória de 256Mb e se sentia bonita. Ela tinha um flogão. Ela nunca tinha beijado na boca, mas ela era apaixonada. Tão apaixonada.

Essa menina nutriu uma vasta coleção de amores platônicos durante seus anos de ensino médio e pré-vestibular. Eram platônicos muito mais por timidez que por falta de auto-estima. Durante o cursinho, teve um sério caso imaginário que durou alguns anos, mesmo depois de ter entrado na faculdade de Medicina. Foi esse o primeiro golpe federal que ela teve na sua auto-estima que, daquele momento em diante saiu com poucos freios ladeira abaixo. Devagar e constante. 

Um belo dia essa menina se apaixonou de novo, e dessa vez parecia real. Saíram algumas vezes até um belo dia, esse jovem rapaz fez um comentário nada inocente sobre o peso em que ela se encontrava. Depois fez um comentário sobre sua cor, seu cabelo, seus óculos, sobre o modo com que ela enxergava o mundo, sobre o que ela postava nas redes sociais, sobre suas amizades, sobre seus gostos. A menina, coitada, achava que se quisesse ter algum sucesso no amor, tinha que dar ouvidos. Ele era sua única chance. 

A menina entrou em uma dieta séria nas férias e emagreceu seus primeiros 4kg durante o verão. Não tendo chamado a atenção do moço, continuou a se alimentar de maneira saudável e se exercitar, sua auto-estima melhorando aos poucos, até que um belo dia o rapaz fez um dos mesmos comentários escrotos, mas dessa vez se referindo a uma amiga. Amigo, minha amiga não. Cortou relações e nunca mais conversaram. 

Mas a auto-estima melhorou tanto com a dieta, que ela não conseguiu parar. Chegou um momento em que ser saudável não estava a emagrecendo tão rápido quanto ela gostaria, então ela começou a substituir algumas refeições por frutas. Ou duas. Ou talvez ela devesse comer frutas o dia inteiro. Não havia uma meta definida, apenas a vontade de ser magra e poderosa. Tinha dias em que ela perdia a linha. Comia um pacote inteiro de cereal. Um pacote inteiro de torrada com requeijão. Mas não tinha problema, porque era só vomitar depois. 

Mas doeu, e ela caiu na real um dia. Pediu ajuda, começou a se tratar, melhorou aos poucos e se aceitou melhor. Ela conheceu o maravilhoso mundo da atividade física. Do comer saudável por prazer. Do emagrecer um quilo por mês e nunca mais ver esse quilo de novo, pois era agora um processo natural. Ela aprendeu a fazer opções saudáveis.

Sim, amigos, todo esse lenga aí de cima era pra chegar nessa última frase: FAZER OPÇÕES SAUDÁVEIS. 

Eu fiquei preocupada depois do meu post sobre as resoluções de ano novo, achando que eu soei um pouco pró-magreza, pró-fitness, pró-dieta, pró-padrões da mídia demais. Quis vir aqui e deixar claro: EU SOU PRÓ-SAÚDE. E saúde é uma parada maravilhosa que não vê cor, não vê sexo, credo, religião E NEM TAMANHO.
Magro pode ser saudável sim, mas pode ter um lixo de saúde também. Gordo pode ter problema sim, mas pode ser mais saudável que eu, você, e toda essa galera maromba junto também. 

Se eu chegar pra vocês e falar que eu não me sinto mal quando eu engordo, eu estou mentindo muitíssimo. Eu me importo sim. Fico triste sim. Mas é importante ressaltar que, por mais que eu me sinta mal e me esforce pra chegar em um patamar físico de meu agrado, esse patamar físico É DO MEU AGRADO. Não é porque eu li na Boa Forma que pra vestir um biquini eu tenho que secar 5kg em duas semanas com a merda de uma dieta detox onde eu troco todas as minhas refeições principais por um suco de couve com limão e os snacks por tofu. Amigxs, tapem os olhos pra essas baboseiras.

A única pessoa a quem você deve satisfação é você mesma. 
Não às revistas.
Não às novelas.
Não aos seus amigxs.
Não aos seus familiares.
Não a NENHUM CARA/GURIA por quem vocês estejam interessados. 
Só você. Só vocezinho. 

Aproveitando pra contar um "causo", assim que eu voltei pro Rio, entrei no Tinder e comecei a conversar com esse cara super legal. A gente saiu e conversou sobre família, religião, amigos, livros, filmes, música, trabalho, comida, atividade física, neuras, dietas, demos nomes pros nossos futuros filhos, e tudo mais. Puta cara legal. Curtia foto de bunda no Instagram, mas era legal a beça. Nada contra bundas. Eu também adoro bundas, bundas são lindas.
Até que um belo dia, esse cara legal a beça mandou a seguinte: "que academia você faz?" "po, eu faço x, por que?" "porque se fosse academia y eu iria malhar pra você pra te incentivar e te deixar gostosa". 
TE DEIXAR GOSTOSA.
TE.
DEIXAR.
GOSTOSA.
O que a velha Rayra faria? Compraria 3 potões de whey, cortaria carboidratos, e começaria uma série monstra de agachamentos pra deixar a minha bunda como as bundas que ele curtia no instagram. 
O que a Rayra new generation fez? Falou: EU JÁ SOU GOSTOSA, E VOCÊ É UM BABACA, BEIJOS PRA VOCÊ. SEU MERDA. E nunca mais se falaram. Simples assim. Não é bom ter uma boa auto-estima, gente? É maravilhoso!

Resumo da ópera:
Se você tem 240kg e tá de boassa, sua saúde tá supimpa, vei, parabéns. Não tem pra que você mudar. 
Se você tem 32kg, nas mesmas circunstâncias, também.
Se você tem pochete, espinha, costelas aparecendo, celulite, estria, ossos demais, dentes tortos, usa óculos, aparelho, tem cabelo crespo, liso, ruivo, tem sardas, e ESTÁ BEM DE SAÚDE, você está bem. Ponto final. Não tem que mudar nadinha. A minha campanha é sempre pró-saúde.

E o mais importante: SOMOS TODOS GOSTOSOS, E TODO O RESTO QUE ACHA O CONTRÁRIO SÃO BABACAS. BEIJOS, SOCIEDADE.

Aproveito aí pra recomendar alguns sites/perfis de insta pró-self love. Sempre bom ter alguém pra lembrar a gente que somos lindos, gostosos e cheirosos, mesmo que a tpm nos diga o contrário: 


É isso aí, folks. Vamos começar 2015 bem!
Beijocas!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Happy New Year!!!


Feliz 2015, lindezas!!!!

E aí, como foi a virada de vocês?
Eu sei que dessa vez eu não tenho muito o que falar sobre tradições inglesas dessa vez, por motivos óbvios. Mas o que eu posso - e vou - fazer, é comparar a minha virada do ano passado com a desse ano. Se você ainda não leu o meu relato do ano passado, clique aqui e dê uma lidinha!

Então, ano passado, como vocês devem ter lido, eu passei a virada bebendo todas em um pub no condado de Warwickshire, na cidade do meu ex-namorado, com eles e amigos. Eu, como boa brasileira, achei muito é chato e senti muita falta de fogos de artifício, pular sete ondinhas, fazer oferenda pra Iemanjá, etc. Fiz a "promessa" de que o próximo Reveillón seria na praia de Copacabana... oh well, about that... 

It didn't happen.
Passei a virada na roça mesmo, na cidade da minha mãe, no sítio do meu tio, com família. Churrasco, cerveja e fogos. "Fogos". Foi maravilhoso? Não. Mas foi bom estar com a família de qualquer modo. 

Primeiro piscina e churrasco durante a tarde... 
Selfie de biquinho com a priminha (que de inha não tem mais nada).
With mum and dad.

Selfies no espelho com o look da noite são essenciais, claro.
Sobre as metas de ano novo que eu fiz pra 2014, no ano passado eu fiz 5 bem simples porque eu sei que se eu quisesse cumpri-las, elas teriam de ser no mínimo... cumpríveis (?). Foram elas:

1) Emagrecer
2) Aprender a tocar violão
3) Aprender francês
4) Ler Guerra e Paz
5) Viajar


Dessas 5, eu posso dizer que eu cumpri 3. Na verdade 2.5, porque eu não aprendi a tocar violão, mas sim o ukulele. As duas que eu não alcancei foram o francês (que eu não passei do "jê nê parlê pá"), e ler Guerra e Paz. 

Sabe, de modo geral, 2014 foi um puta ano gostoso. Além de eu ter vivido os últimos meses do meu intercâmbio, todas as viagens que eu tive a oportunidade de fazer, as pessoas maravilhosas que conheci e os momentos maravilhosos que eu vivi, um mundo de cultura mesmo, tudo isso foi incrível. Eu poderia dizer que 2014 foi imbatível, mas eu não sou uma pessoa de me contentar com pouco, e eu quero mais, muito mais! Eu sei que 2015 também vai ser fantástico à sua maneira!

Aproveito aqui pra agradecer a todos vocês que leem o blog, deixam recadinhos e comentários carinhosos, assistem aos vídeos, curtem a página, recomendam, etc! Isso tudo é MUITO gratificante, e é por isso que eu continuo postando aqui, mesmo depois de meu ano de CSF ter acabado! Espero ainda ser de ajuda pra algum perdido por aí! 

As metas pra 2015 são tão simples quanto:

1) Fazer opções saudáveis: pois é. Não prometo emagrecer, marombar e nem ficar monstra. Mas prometo fazer opções mais saudáveis sempre, em todos os âmbitos da minha vida. 
Essa meta eu já botei em prática assim que eu entrei de férias e vim pra casa da minha mãe, no interior do ES, quando eu cortei refrigerante. Eu sou/era viciada em refrigerante, do tipo que bebia uma média de 2L de coca-cola zero por dia, sozinha (não, não estou exagerando) e, apesar de nunca ter nenhum sintoma gástrico, eu sei que essa era uma péssima escolha. Pois bem, agora fico só no suquinho. 
Uma outra coisa que eu estou lutando contra é o tal do vício em café. Se deixar eu bebo 1L por dia fácil. Eu sei que pela manhã, meus 400-500mL de café preto, bem forte, são de lei. O que eu pretendo fazer é manter o café pela manhã e substituir o restante por café descafeinado, até desmamar completamente da cafeína. Se eu já sofri cortando a coca-cola subitamente (eu dormi uma semana seguida, não conseguia manter os olhos abertos de tarde), imagino que se eu cortar o café eu vou pirar. Mantenho vocês atualizados!
Além disso, ainda na dieta, as opções saudáveis vão continuar predominantes, como geralmente faço. Mas opções saudáveis não significam cortar tudo que é gostoso, coisa que eu sei que não funciona comigo. Eu vou comer mais frutas, saladas, água, sim... mas o dia que eu quiser comer um rodízio de pizza, um pedaço de bolo com capuccino, cinco bolas de sorvete de pistache, eu vou. 

2) Atividade física de rotina: é outra meta a la opções saudáveis que só será perpetuada, e não implementada. Eu aprendi a amar a atividade física como uma forma de escape dos estresses diários. A grande questão pra mim é que eu tendo a "eleger" uma única forma de atividade e ficar nela pra sempre. O grande desafio de 2015 é descentralizar o meu work out. Manter o aeróbico, dar uma focada na corrida (já que no final de março eu participarei da minha primeira corrida de rua), e, mais importante, musculação! Eu odeio musculação, mas vou dar o meu melhor pra puxar uns ferros e ficar "fitness".

3) Foco acadêmico: agora é oficial. Ano que vem eu sou médica. Isso quer dizer que nesse ano e meio que me resta até eu pegar meu CRM, eu tenho que aprender tudo o que for essencial pra minha prática. Vou focar, vou vencer. 

4) Sair da zona de conforto social: essa é complicadinha, pelo menos pra mim. Com a vida de acadêmico de Medicina, fica complicado sair dessa zoninha de conforto "hospital-academia-estudar em casa-estágio-hospital". Eu ponho como meta, então, sair dessa zona e me arriscar mais por aí. Conhecer gente, sair, me abrir mais, me estressar menos com coisas pequenas, aprender a relaxar e não pirar!

Mas sabe quanto àquelas opções saudáveis? Também cabe aqui. A duras penas nessa minha vida eu aprendi a cortar de vez as pessoas nocivas, e em 2015 eu vou continuar assim. Se tem uma coisa que eu - e nem ninguém - preciso na minha vida é de alguém me botando pra baixo. Eu já sou boa nisso sozinha, preciso de ajuda não. Além disso, vou continuar falando na cara, como eu aprendi também depois de muito apanhar por guardar sentimento... aqui é assim: falou o que quer, vai ouvir o que merecer. 

5) Me aprofundar em clássicos brasileiros: não vou ler Guerra e Paz tão cedo. Se eu não li enquanto estava de bobeira em Manchester, não vai ser com essa vida louca de interna que eu vou ler. Mas vou fazer algo que há muito tempo eu tenho vontade de fazer, que é me aprofundar nos clássicos da literatura brasileira. 
Enquanto eu estava na Inglaterra eu só li livros em inglês, fossem eles clássicos (como as obras de Jane Austen, irmãs Bronte e Shakespeare), como livros mais recentes. Isso foi pra me manter mais inserida no mundo britânico e melhorar o meu vocabulário. 
Agora eu estou de volta, e é hora de eu dar mais amor aos escritores do nosso país. Eu parei pra pensar outro dia - e é uma vergonha admitir - que os únicos clássicos brasileiros que eu li na vida foram por causa do vestibular. Imaginem só que eu só tinha lido Quincas Borba, de Machado! Pois bem, já estou na metade de Dom Casmurro, e vou continuar mergulhando nos nossos clássicos durante esse ano... mas claro que com uma folga ou outra pra dar uma lidinha em inglês e manter as minhas reading skills atualizadas, caso eu resolva refazer o IELTS. 

Cinco metas bem simples pra começar o ano bem. Quem vem comigo?

Reiterando o desejo inicial, eu desejo a toooodos vocês um ano de muita luz! Muitas vitórias, muitas bênçãos, muitas felicidades e muito aprendizado. Se vocês estão participando dos editais do CSF, muita sorte e uma dica: SE JOGUEM!!!!

Beijos, lindos!!! 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Minha tatuagem.

Oi, lindxs!

Algumas pessoas vieram me perguntar, ainda na Inglaterra, sobrea minha tatuagem. Pois bem, hoje eu vim contar toda a história dela.

Eu SEMPRE quis uma tat. Desde pelo menos os 16 anos eu venho acumulando ideias e mais ideias de rabiscos pelo corpo e, quando eu fui aceita para o CSF eu tinha certeza de que voltaria da Inglaterra com um desenho de "souvenir". Demorei, demorei... mas em julho desse ano, eu finalmente tomeu coragem e fiz! 

Foto da minha andorinha linda tirada no mesmo dia (na mesma hora) em que eu fiz a tat. 
Então. A ideia de uma andorinha não surgiu 100% consolidada na minha cabeça. A única certeza que eu tinha é que eu queria um pássaro, por dois motivos principais:
1) Meu poema favorito:

Acho que todo mundo que é brasileiro e minimamente incluído no mundo digital já leu o famigerado Poeminha do Contra. Vocês podem não saber que esse é o nome do poema. Que quem escreveu foi Mário Quintana. Mas vocês já devem tê-lo lido...

"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"

Eu, particularmente, sou apaixonada pela simplicidade e força dessas palavras. Basicamente ele te diz: "Cara, f**a-se essa galera recalcada que te puxa pra baixo! Você foi feito pra voar sobre todos esses obstáculos! Cê é pássaro, guria, voe!" 
E essas palavras tiveram especial significado justamente quando eu estava no meio do meu processo de inscrição para o CSF, por motivos bem pessoais. Mas resumindo: felicidade alheia incomoda, e vocês sabem como é, né?

2) Meu amor por viagens:

Quantas vezes durante esse intercâmbio e durante a minha vida eu desejei ter asas. Asas que me levassem a quaisquer lugares que eu ousasse sonhar. Bom, de certa forma o CSF realizou meu sonho e me deu asas. Queria representar essa bênção, e por que não desenhando um pássaro no meu corpo.

A partir daí foi trabalhar nos pormenores dessa tatuagem, que teria um pássaro em seu design. Dentre as minhas ideias, havia: 

- Incluir um pássaro entremeio a muitos dandelions, o nosso dente-de-leão, já que mais pro final do meu intercâmbio, durante a primavera europeia, em todo canto havia dandelions e/ou o frufru que sai deles. Tirei muitas fotos e ainda fiz um poeminha, que vocês podem ler aqui.


Eu e minha paixão por dandelions.
- Tatuar um pássaro que representasse bem a Europa: uma magpie. Quem já foi à Europa tanto pra morar como pra visitar já deve ter visto esse pássaro lindo, primo dos corvos, de plumagem branca, preta com tons de azul. É lindão mesmo, e eu considerei fortemente tatuá-lo... até me tocar do significado. Magpie é um bicho ordinário, interesseiro e frívolo. Rouba tudo que é coisa brilhosa que encontra pelo caminho e leva pro ninho. Enfim, é um bicho cafajeste e eu não queria isso representado em mim (por mais lindo que seja).

Magpie: bonitinho e ordinário.
- A tatuagem da Amy. Bom, eu sou super fã da Amy Winehouse. Tudo bem que ela era louca, drogada e despirocada, mas ela tinha personalidade e eu quase morri com a morte dela. Um dos meus grandes arrependimentos foi o de não ter ido no show dela quando ela foi ao Rio, mas enfim. Uma das tattoos dela era um pássaro (muito mal desenhado) com os dizeres "Never clip my wings". Eu não copiaria a torto e a direito (até porque, como eu disse, era uma parada bem escrotamente desenhada), mas eu tomaria isso como base e estilizaria uma tat similar pra mim. A ideia desandou nem sei por quê... 

<3
- Por fim, um amigo me disse: "por que você não faz um swallow?" Até então eu nem sabia que swallow era andorinha, mas eu sabia que ela era o pássaro dos viajantes. Que a tatuagem de um swallow on the left shoulder era a marca de quem curtia uma viagem. Até então tudo lindo, né? O problema é que essa tatuagem é mó comum, e eu não queria uma coisa que todo mundo tinha... 

Mas aí é que entra um bom profissional! 

Eu fiz a minha tatuagem no Manchester Tattoo Emporium, em Manchester (óbvio), com o artista Magik Essa aqui é a página deles no FB. 

O processo foi mais ou menos o seguinte: cheguei lá em um dia impulsivo e marquei um horário pra próxima segunda. Eu tive que dar mais ou menos o tamanho, local e ideia da tat, que no meu caso seria a andorinha em preto e branco (não queria cores de jeito nenhum), em cima da minha escápula esquerda, e eles me deram o valor. Eu tive que deixar £20 de entrada, pelo agendamento. 
E escolha do local não foi pelo significado somente... eu queria escolher um lugar que eu não visse com frequência em meu próprio corpo, e que não sofresse alterações bruscas com as variações de peso (hello, efeito sanfona!). E outra: também não queria que fosse em um lugar que se alterasse com gravidez, por exemplo as costelas ou barriga de modo geral. A escápula foi uma solução supimpa.

Chegando lá no dia é que eu e o artista fomos decidir o design final. Cheguei lá cheia de ideias que foram completamente desconstruídas hahaha. Depois que eu disse que queria um swallow, ele simplesmente jogou no Google (!!!), a gente escolheu uma imagem juntos, decidimos o tamanho e ele imprimiu pra fazer uma arte por cima da imagem. Assim, na hora. Artista é artista, né? E eu fui bem corajosa também, porque, vejam bem, a imagem escolhida foi essa: 


Que é uma parada, ao menos aos meus olhos, bem diferente do resultado final (que é muito mais lindo, modéstia à parte). Quando ele finalmente chegou com o decalque, eu simplesmente sentei lá e deixei o Magik fazer a mágica dele, rs. 

Todo o processo (desde escolha do desenho à tat finalizada) durou umas 4h e, sim, foi feita em apenas uma sessão. Se doeu? Não... apesar de dor ser um aspecto bem subjetivo, já que cada indivíduo tem um limiar diferente pra dor. No meu caso, não. Senti uma agulhada mais forte aqui ou ali, mas de modo geral foi uma dorzinha até bem gostosa. Saí de lá já querendo fazer mais! 


 

As recomendações dadas a mim foram as básicas: bepantol, plástico filme, evitar água e sol, não coçar, etc. A minha cicatrização foi super de boa. Em menos de uma semana a tat já tinha descascado e cicatrizado completamente.

Pra quem anda curioso, o valor que eu paguei foi £165 no total. Foi caro? Foi. Mas acho que sendo uma parada permanente no seu corpo, você tem mais é que gastar o suficiente pra fazer algo com alguém muito bom e que não deixe você morrendo de arrependimento depois. Eu sei que eu não me arrependo de ter gastado metade da minha bolsa com isso, porque no final das contas, eu sou completamente apaixonada pela minha tat. Morro de amores mesmo. 

E é isso, gente. Se vocês tiverem mais alguma dúvida, ou caso queiram perguntar mais coisas, sintam-se livres para deixar um comentário aqui em baixo!


Beijocas!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os cinco maiores arrependimentos e suas aplicações no CSF.

Olá, gente!

E aí, vocês já pensaram em quais os maiores arrependimentos que uma pessoa pode ter na vida?
Então, uma amiga CSFer compartilhou no FB um texto maravilhoso (não escrito por ela) sobre exatamente isso. E o lendo, eu cheguei à conclusão de que esses grandes arrependimentos se baseiam em muitas escolhas que nós, enquanto intercambistas, devemos/temos a oportunidade de fazer. 
Os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas em leito de morte, segundo Bronnie Ware, a autora do texto original, são:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Segundo ela, o arrependimento mais comum de todos. Quantos de vocês fazem exatamente o que te deixam genuinamente feliz? Complexo, né? Muitas vezes, enquanto estudantes, dependentes dos nossos pais e familiares, nós acabamos deixando a nossa própria felicidade em segundo plano, em prol de ser a versão mais aceita por quem te sustenta. Bom, está na hora de mudarmos essa concepção!
Cada ser humano tem uma, e somente uma, chance de viver (claro que eu estou ignorando todas as teorias espiritualistas de reencarnação aqui). Você tem uma chance, seus pais tiveram/têm a deles, seus avós, seu namorado(a), seus amigos... vamos combinar uma coisa? Cada um cuida da própria felicidade, e deixa a felicidade do outro pro outro! Simples, né? Pois é, mas na verdade isso é bem difícil.
Se seus pais esperam que você se forme o quanto antes e por isso sejam contra esse "atraso" de um ano devido ao CSF, meu conselho é: conversem. Expliquem que na vida nós só temos uma chance, e que se tem um ditado verdadeiro é que "é melhor se arrepender de ter feito do que de não ter feito". 
Se você é pai/mãe e é contra seu filho viajar de intercâmbio, eu rogo: não façam isso! Confiem, apoiem, conversem! Deem a chance de seus filhos fazerem suas próprias decisões, e acertarem ou errarem por si mesmos! Tudo nessa vida é aprendizado!

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.
Essa vale pra quem acha que CSF é perda de tempo. Que o que importa na vida é seguir esse fluxo unidirecional de formação que institui que depois do ensino médio e do pré-vestibular vem a faculdade, e dentro dessa faculdade deve-se seguir do início ao fim sem maiores reviravoltas. O negócio é entrar calouro, sair com um diploma e isso aí. Estudar, estudar, estagiar, estudar. Coeficiente de rendimento maior que 8. Prova de residência. Trabalho. Concurso. 
Caramba, gente, a vida não é um fluxograma! Permitam-se extraviar um pouquinho desse pensamento tão ortodoxo! 

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
Não baixem a cabeça e aceitem tudo o que lhes é imposto. Isso vale como complemento ao número 1. Se você quer muito viajar e não está tendo apoio, conversem. Expressem-se. Sempre.
Sentimento guardado é mal pra corpo, mente e espírito.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Taí uma problemática dos intercâmbios, né? Ou mudanças de modo geral. Eu confesso que eu tenho esse arrependimento, apesar dos meus poucos 23 anos.
É complicado quando você muda de ambiente completamente manter as velhas amizades... até porque vocês vão conhecer novas pessoas, vão criar vínculos tão fortes quanto os outros, e é até meio compreensível que vocês "esqueçam" dos amiguinhos que passaram. Mas não, gente! Resistam ao instinto de fechar as portas do passado, porque isso faz falta. Grazadeus existem as redes sociais pra ajudar a galera nesse ponto né? God save the Queen Faceebok. 

5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.
Reiterando tudo o que já foi dito até agora, qual a mensagem principal? Isso mesmo: o importante é a sua felicidade! Lutem por ela!

Bronnie Ware, enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte, escreveu o livro “The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing”, que, como o título diz, trata dos cinco arrependimentos mais comuns manifestados pelas pessoas antes de morrerem. 


E aí, vamos fazer as escolhas certas? 
O texto original vocês encontram aqui.



domingo, 9 de março de 2014

Six months since UK: reflexões do meio do caminho.

Muchachos e muchachas, so long no talk!

Hoje, dia 9 de março, completo seis meses de estadia nesse país chuvoso e maravilhoso. E de quebra completo 6 meses de namoro! Merece um post, merece não?



Não sei se vocês notaram, mas eu dei uma parada nos posts. Rolou aquele desestímulo básico. 
Pois é, muitos pensam que um ano de intercâmbio é moleza, que seria só flores e maravilhas, mas não é bem assim. Pelo menos não pra mim... Rolou saudadinha de casa, gente. Fiquei psicologicamente (e literalmente, já que rolou uma virose inesperada) homesick
Eu não sou a pessoa mais sociável do mundo, e eu sou bem bem bem bem seletiva com as minhas amizades mais próximas. Não que eu seja picky, é só o meu caráter que é mais recluso que o da maioria das pessoas que saem para intercâmbio. Então acontece que eu fiquei remoendo de saudade da minha família, dos meus amigos do Brasil, da minha faculdade, da Medicina... ah, a Medicina! Passei uma semana sem querer sair do quarto (da cama, pra ser mais específica), ganhei uma maravilhosa ciatalgia que já é minha fiel escudeira de 2+ semanas e quilos, muitos quilos. Também me viciei em todas as séries de comida possíveis: chopped, the taste uk, the taste new zealand, my kitchen rules australia e uk, iron chef japão, etc etc etc. Ri não, gente, é triste hahaha. Enfim... passou! Passou passou passou! (menos a dor nas costas, essa continua minha amiga)

E então, para celebrar esse marco histórico no intercâmbio, resolvi fazer uma lista comemorativa: Coisas de que sinto falta do Brasil.
Partiu?

#SaudadesBrasil

1) Medicina: ter maiores responsabilidades, ver pacientes, estudar feito uma louca pras provas e achar que eu vou morrer. Minha velha rotina acadêmica, que tanto me incomodou, tá fazendo uma falta absurda. 
Pra quem estava se perguntando sobre a decisão do meu curso, eu posso afirmar agora, categoricamente, que eu me arrependi do curso que eu escolhi aqui. Mas experiência é experiência, então vamo que vamo.

2) Amigos e família: eu tenho um gosto muito seleto pra quem eu vou escolher pra pentelhar diariamente. Os amigos e familiares que eu deixei no Brasil fazem muita falta, diariamente. 

3) Comida: rodízio de pizza. Pastel na feira. Coxinha. Aipim frito. Feijão tropeiro. Farofa. Canjiquinha. Passatempo. Dogão e yakissoba da praça Afonso Pena. X-Egg. Pastel de frango assado do Fornalha, em Botafogo. Milho verde na praia. Empada. Árabe. 
Se eu for listar tudo que é comida que eu deixei na Pátria Amada, Idolatrada, Salve Salve... não há letras que bastem. Muita comida gostosa e, ó, boca encheu de água.

4) Praia: eu nem sou das maiores fãs, mas tem hora que eu fico louca querendo uma areia quente com água salgada! E um mate limão com biscoito globo!

5) Lista Amiga: os bons entenderão.

Enfim, gente. 
Podia continuar nessa brincadeira até amanhã de manhã, mas o tédio chegou, rs.

xxx

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

New year's eve.


Oláááá galere!
Depois dessa linda introdução da linda Zooey e do lindo Joseph cantando uma linda canção, voltei pra contar minha não-tão-linda experiência de New Year's Eve na Inglaterra (já começou empolgante, né? Só que não.)

Bom, como eu já cansei de escrever aqui e vocês provavelmente já cansaram de ler, eu passei todas as minhas férias de Natal na casa do meu namorado, em Alcester, por mais que a maioria das pessoas achem loucura. Mas não se preocupem, que meu mês de janeiro vai ser pura viagem. Já cansei só de tanto planejar, planejar e planejar.

Enfim, foco.
New Year's Eve parecia longe demais pra planejamento. E eu e o namorado estávamos pobres demais pra qualquer coisa elaborada (ele mais que eu, mas meu dinheiro está sendo devidamente economizado para futuras viagens). A ideia inicial era Escócia. Depois Londres. Depois País de Gales. Depois o dinheiro acabou e nós ficamos com as injustas opções de: ficar em casa com os avós, ficar em casa com o padrasto ou beber no pub local com orçamento limitado. Oh well, noves fora zero, partimos para o pub. Porque ficar em casa sem Show da Virada não dá, né, gente, como eu iria sobreviver (sqn!).

Gente, preciso dar detalhes sobre toda essa vida de pubs locais. Pubs locais são mara! As pessoas se conhecem, se divertem, ficam bêbadas juntas, compartilham cigarros e passam frio juntinhos na área de fumantes. Os ingleses bêbados são uma maravilha, calorosos, engraçados e nem se importam se você não consegue captar metade das ébrias frases pronunciadas contando que você dê aquele sorrisinho e um "nodding" (existe alguma palavra em português para esse movimento de afirmação feito com a cabeça? Eu não tô sendo esnobe no inglês não, gente, eu só não consigo pensar numa palavra melhor, tá?). Enfim, pubs locais = amor. Nesse caso em específico foi ainda mais engraçado, porque é o pub local do condado do namorado. Ou seja, todo mundo o conhece e, por conseguinte, eu sou apresentada para metade das pessoas. Engraçadíssimo. Especialmente quando você tem que explicar several times que você não é americana, é apenas uma brasileira que aprendeu inglês americano antes de vir para a Inglaterra (e juro, meu Brazilian accent é bem fortinho...).
Mas gente? Por que que eu estou sendo tão prolixa hoje, pelamor! Me perdoem, mas deve ser porque não tem muito mais o que contar... nem fotos eu tirei!

O que aconteceu no meu 31 de dezembro caberia em um parágrago: cheguei na casa do padrasto do meu namorado, onde a gente ficou conversando um tempinho. De lá, fomos pra casa do amigo do boy, para que os dois juntos pudessem consertar meu ex-falecido celular.Mas aqui cabem parênteses, gente, porque o que aconteceu com meu pobre samsung galaxy s3 foi trágico e cômico, e merece uma dissertação.

Acontece que eu passei todas as férias de Natal me gabando do meu intacto celular com o boy e o irmão, que têm o mesmo aparelho, mas em condições precárias, vidro quebrado e LCD ferrado, etc. Mas aí na volta do pub onde nós todos passamos o Xmas Day, eu, saindo do carro em direção à casa, deixei o celular cair no chão com a tela virada pra baixo. Claro que a tela trincou, e eu, desesperada e consciente de que o boy poderia consertar isso facilmente se eu comprasse a tela no ebay, fiz o pedido online. Quando a tela chegou e o menino foi trabalhar no replacement, adivinhem? Tentando trocar a tela de vidro, ele rasgou minha tela LCD. Ê, lerê!!! Depois de uns quinze minutos em choque, chorando pelo recente falecimento do meu bebê, decidi dar mais uma chance às - aparentemente não tão maravilhosas - habilidades de conserto do namorado, e comprei - gastando muito mais que o pretendido - um novo LCD para ele trocar. Era isso que ele estava fazendo na casa do amigo dele, no último dia do ano, algumas horas antes da virada. Ele conseguiu e meu celular está funcional de novo (apesar de, bêbada no pub horas depois, eu deixei o celular cair novamente e a tela trincou de novo, risos. Claro que eu não vou nem tentar consertar dessa vez.)

Enfim, da casa do amigo, fomos pra casa do padrasto começar a beber. E da casa do padrasto para o pub, beber. E no pub - que estava em noite de karaokê - eu bebi, dancei com inglesas gipsies (que vivem viajando por aí e pousando de flor em flor pub em pub) vestidas com roupas digamos que... peculiares, ouvi o namorado cantar Blink 182 no palco (e ri), bebi, bebi e bebi. 
Gente, eu não sou fraca pra bebida, juro... contanto que eu não misture. Mas considerando que eu estava pobre e queria passar a virada pelo menos alegre, misturei conscientemente. Tinha começado com Champagne na casa do padrasto, engatei com Guiness, malibu w/ coke, Amaretto e, por fim, um último shot de uma coisa rosa way too sweet pro meu gosto, que um conhecido do namorado fez questão de comprar para todos nós. Uma última rodada por conta dos outros, por mais que eu esteja bêbada e já com um pé na direção do PT, não há como negar. Dá-lhe shots! O resultado não poderia ser outro...

Quando deu meia noite fomos todos pro palco, cruzamos os braços, demos as mãos uns aos outros e.... Auld Lang Syne (assistam o vídeo a seguir se vocês não sabem do que eu tô falando).


Notam a empolgação das pessoas cantando essa músiquinha tradicional da Irlanda? Pois então, esse é o feeling. Nada de pular sete ondinhas ou fazer oferenda pra Iemanjá, a parada aqui é dar as mãos e cantar uma música mais velha que nossos avós com cara de enterro. Weee, revéillon! 

Depois de toda essa emoção, só queria comer alguma coisa bem gorda (que é pra honrar minha primeira resolução de todos os anos - emagrecer) e ir pra casa. Todos os takeaways estavam fechados (damn!), então só nos restou ir pra casa, dormir e... opa, banheiro. Dormir... e banheiro!!! Dormir e... guess what? Não parei com essa rotina até que todas as últimas gotas de álcool cor-de-rosa (e possivelmente algumas outras misturebas) saíssem do meu corpitcho. 
E no dia seguinte? Minha nossa... 
Happy new year, I guess. Hahaha!

Acontece que - como já escrevi em todas as redes sociais possíveis - depois dessa dancinha com as mãos, musiquinha deprê e PT no ano novo, quero retornar às origens. Quero pão com manteiga no café da manhã, arroz com feijão no almoço e pular sete ondinhas na virada. Chega de English experience, gente, meu fígado não suporta tanta distensão! 

ntão, para botar um ponto final no ano - maravilhoso - que passou e abrir as portas para 2014 (que será tão maravilhoso quanto, amém), eis aqui a minha lista de resoluções, para vocês: 

E sobre mim vocês podem ter certeza de uma coisa: resoluções de ano novo são resoluções cumpridas. 
Agora, só para dar um adeuzinho mais elaborado pra vocês, deixo aqui um textículo velhinho, velhinho... escrito dois anos atrás e que está perdido entremeio à poeira do meu outro blog. Um poeminha de ano novo:

- superação;


De todos os votos que pairam em nebulosa na aura do ano que vai chegar, esse é o meu desejo.
Quero intensidade
Vontade
Quero mais.
Superação ao recuperar e superação ao acrescentar. 
Superar as dúvidas, mágoas, ódio e o rancor.
Superar o amor. 
E o desamor.
Superar em número de amizades.
Gargalhadas.
E que as lágrimas nossas de cada dia caiam por não caber em tanta alegria. 
Superar as pessoas que ferem por indiferença.
As que ferem por frieza.
As que ferem.
E às que não ferem, minha gratidão.  
Quero mais riqueza.
Alma, corpo, espírito.
Matéria.
E de todos os desejos, de todos que desejam.
Realização. 

Revéillon 2008 - 2009
Revéillon 2010 - 2011 <3

Happy New Year everyone!
And may 2014 be so kind to be as - or even more - blessed as the last year for us all!

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Xmas eve, xmas day and boxing day!

Hello everybody! So long no talk!!!

Pois é, peço minhas desculpas, mas mal tenho usado o laptop nessas férias. Férias? Sim, férias. E por que eu não estou viajando pelo mundo e conhecendo outros países? Porque eu decidi passar essas 3 semanas de Christmas break com o meu namorado, apenas.
Cheguei aqui em Alcester dia 16 de dezembro, ou seja, duas semanas atrás, e estou aqui desde então. Não tenho muito de animador pra contar pra vocês (desculpem se meu intercâmbio não tem sido um belo modelo de turismo sem fronteiras hahaha), então eu simplesmente não tenho por que escrever muito :)
Claro que eu ainda tenho uns posts pendurados no esqueleto pra vocês: sobre as maravilhas gastronômicas que eu provei, sobre o planejamento das minhas viagens, sobre a faculdade e tudo mais. Prometo que todos eles sairão!

Hoje eu vim aqui escrever rapidinho sobre as tradições britânicas nas comemorações do Natal!
Como vocês já sabem, passei o Natal com a família do amorzinho. De britânicos eles não são pouco, meus caros, eles são extremamente, absurdamente, espantosamente... ingleses. Então foi sim uma experiência um tanto quanto inovadora, passar essa data festiva aqui, no mundinho deles. Vocês querem saber todos os detalhes? Vamos lá!

Boy juding me.
Rudolph!!! 
Antes de mais nada, eu preciso deixar claro que, vinda de uma família extremamente unida, feliz e católica, eu notei sim muitas diferenças. A começar pela troca de presentes, que aqui é uma coisa importante nas comemorações... quase como uma obrigação social. Obviamente ninguém vai virar na sua cara e gritar "HEY, CADÊ MEU PRESENTE, YA CHEEKY BASTARD!", mas essa reclamação estará sim implícita. E, olha, alguns até falam isso na cara, sem sacanagem. 
Então, rios de pounds gastos em presentes para toda a sua família e amigos mais chegados (que podem ser qualquer coisa, na realidade, de gel para banho a garrafas de bebida alcoólica, contando que sejam presentes). Confesso que essa foi uma surpresa pra mim. Na minha família ninguém dá muita importância pros presentes (exceto pelas crianças, óbvio), então comprar presentes nunca teve um tom tão "obrigatório" pra mim quanto dessa vez. Não gostei. Mesmo. 
No final das contas, além do presente do meu namorado, eu comprei presente pros avós, padrasto, irmãos e até a ex-mulher do ex-padrasto (que não é a mãe dele), mas que por ser tão simpática e me acolher tão bem, me senti na obrigação.
E, claro, ganhei presentes (muitos!), o que me fez me sentir ainda mais sem graça (não sou muito boa em aceitar coisas dos outros).
Da minha mãe, eu ganhei um e-book reader (escolhi o Kobo ao Kindle, e não me arrependi), que eu mesma escolhi e comprei. Basicamente, eu, apesar de ser apaixonada por livros físicos, não posso sair comprando um milhão de paperbacks na Inglaterra, sabendo que eles são caros e que eu tenho um limite de bagagem na hora de voltar pra casa. Comprei o reader e foi a melhor coisa que eu adquiri nesse intercâmbio (depois da minha câmera, óbvio).
Do namorado, ganhei um cordão com um pingente lindo de cristal Swarovski, os avós me deram um onesie (clique aqui se você não tem ideia do que é um onesie. O meu é exatamente o mesmo desse aqui.) em animal print, um lenço em animal print, dois braceletes azuis lindos e..... um violão. Um violão! 

<3 Swarovski <3
Awn :3
Kobo! Melhor investimento ever :) 
Violão que os avós do boy me deram! Demais!
Pois é, acontece que em uma noite que o boy foi pra night e eu resolvi ficar com os avós, conversando com eles, falei que iria comprar um violão de presente de Natal da minha mãe, porque eu estou com muito tempo livre e quero aprender a tocar. Foi tudo o que bastou pra eu ganhar um deles. Honestamente, não sabia nem onde enfiar a cara (sou dessas).
Também ganhei uma garrafa de vinho de um dos irmãos e uma garrafa de champagne da ex-mulher do ex-padrasto. 


As diferenças entre Christmas eve, day e Boxing day: esses são, respectivamente, a noite do dia 24, o dia 25 e o dia 26 de dezembro. Diferentemente dos brasileiros, em geral, que comemoram o dia 24 e 25, os britânicos comemoram mais o 25 e 26. Então no dia 24 eu fiz.... nada. Na verdade, apenas entrei no Skype pra comemorar com a minha família, e foi isso. 




Ah! E aparentemente, à meia noite do dia 24 pro 25, o filho mais velho da família pode abrir um presente. Ai, ai, ai, tradições britânicas... 

No dia 25 é dia de abrir os presentes pela manhã, e comer o dia inteiro. Peru de Natal, repolho roxo com molho de cranberries, o famoso mulled wine (vinho quente com especiarias), mince pies, queijo com biscoito, e coisas esquisitas que brasileiros jamais comeriam. 

Porém, nós (eu, boy, avós, padrasto, irmão mais novo e cachorrinha) fomos almoçar em um pub. Sim, um pub.


Eu, boy, os avós, Sophie (a Chihuahua), o irmão e o padrasto, todos com a coroinha que vem no cracker.
Foi uma three course meal: eu tive uma sopa com pão e manteiga como starter, muito boa por sinal, peru de com vegetais como main, e cheesecake para sobremesa. Mulled wine, white whine, red whine, café, mince pies, etc etc etc. No final da tarde, não conseguia nem levantar da cadeira de tão gorda.
No mesmo dia mais tarde, eu e o boy fomos pra casa do padrasto, onde os irmãos foram jogar xbox, eu fui ler, e no final estávamos todos bebendo litros de vinho, ficando bêbados e comendo pizza. Geração saúde!
Dormimos lá, e no dia 26, boxing day, a família se reuniu para comer as comidas típicas do dia: pão de sal com peru e presunto, pork pie, queijo e biscoito, mais vinho, mais vinho, mais vinho. No final da noite, depois de mais xbox e mais livro, nos juntamos todos (eu, padrasto, boy e 2 irmãos) para jogar Trivial Pursuit. É claro que a única mulher da mesa, a única estrangeira da mesa, ganhou o jogo sobre conhecimentos gerais... em inglês. Hell yea, raça superior! E depois, baralho!
Dormimos lá (again), e no dia seguinte nós saímos para almoçar em um... pub. All you can eat de legumes, fartura de carne e molhos, etc. Depois, os meninos foram jogar sinuca e eu... celular. Mas antes disso o namorado conseguiu um bichinho de pelúcia naquelas máquinas, sabe? Então eu estava feliz e contente. Sem reclamações! Quando chegamos em casa, adivinhem? Xbox, livro, pub! Beber, beber, beber, dormir... e ir pra casa, finalmente!

O famoso cracker: esse tubo de papel é tradicional no Natal inglês. Esse tem o formato de um bombom, e pra abrir deve ser puxado por duas pessoas. Ele vai fazer um som de estalo e uma das abinhas do bombom vai sair, deixando um buraco para o interior do cracker. Dentro dele, geralmente, tem uns brinquedinhos de plástico toscos, um papelzinho com uma piada e uma coroinha de papel, que é usada na hora do rango.
Esqueci de tirar foto da minha sopa. Esse é o main dish: turkey and vegetables!
Red cabbage with cranberry sauce.
Raspberry cheesecake and cream.
Mince pies! Tortinhas com recheio de fruta.
E foi isso! 
Pedindo novamente desculpas pelo abandono, espero que vocês curtam o post!
Como sempre, muchas gracias pelo prestígio! 
Beijocas e até!
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