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sábado, 24 de agosto de 2013

Cartão pré-pago internacional - parte 3: diquinhas.

Hello, mates!

Três dias de post seguidos, mas que blogueira eficiente! 
Vim de novo bater um último papo sobre dinheiro, dessa vez com umas dicas random sobre administração da grana que a gente recebe pelo programa.

Let's get this started?

1) Primeiramente, eu recomendo que assim que vocês recebam a bolada do programa (que gira em torno de 20k reais), vocês apliquem TUDO na poupança! Dessa maneira você controla o craving de sair gastando e ainda faz ele render um pouquinho. E antes que alguém fale que não dá tempo de render tanto assim, eu digo: não sei qual é o padrão de "rendimento bom" pra vocês, mas eu, por exemplo, cheguei a receber mais de 40 reais de juros por mês por causa da aplicação. E 40 reais é dinheiro! 

2) A segunda dica é a mesma que eu dei em todas os posts sobre dinheiro: façam o cartão pré-pago internacional, seja ele um Cash Passport ou um Visa Travel Money. Com isso vocês economizarão mais dinheiro em taxas e não sofrerão com variação cambial. 

3) Como eu também já escrevi em outros posts, procurem juntar um grupo e fechar um acordo com alguma corretora, com taxas e cotações especiais para CSFistas. 

Agora começam as dicas específicas pra quem já seguiu as recomendações acima, tá?

Para comprar libras (ou euros, ou dólares...) por uma corretora de câmbio, vocês provavelmente terão que realizar um depósito identificado ou uma transferência do valor convertido para a conta da empresa. A próxima dica que eu tenho pra dar então, é:

4) Dê preferência a transferência entre contas de uma mesma agência. Por exemplo: se a conta da empresa é do banco Bradesco e você também tem uma conta lá, ótimo! Faça transferência! Desse jeito você não vai pagar taxas TED/DOC, que giram em torno de 13 reais por operação. 
- Se você não tem uma conta na mesma agência da sua empresa, mas tem condições (tempo, disponibilidade do banco na sua cidade) de abrir uma, recomendo que abra. Eu demorei pra tomar essa decisão, e acabei não abrindo uma nova conta... meio que me arrependo, mas não é sangria desatada...
- Se você, como eu, também acabou não abrindo uma nova conta, dê preferência a realizar o saque na sua agência e depositar na agência da corretora. Assim você evita o gasto das taxas de que eu falei lá em cima.
- Se não há mesmo a possibilidade de fazer toda essa movimentação de tirar dinheiro de um banco e mandar pro outro, tentem ao menos realizar grandes transferências de uma vez, assim serão 13 reais de taxa "bem gastos". 
- Se sua conta é universitária como a minha e, portanto, possui um limite baixo de transferência diário, você pode ir à sua agência e conversar com o seu gerente (ou funcionário que o valha) para que esse limite seja aumentado, tanto para transferências no caixa rápido como no Internet Banking. No meu caso, o meu limite diário era de R$1300,00 e eu aumentei com sucesso para R$3000,00. Já quebra um galho não ter que enfrentar fila de banco para fazer transferência só na boca do caixa, né?

5) Para evitar o sofrimento com variações cambiais bruscas (especialmente em momentos de crise, como esse em que estamos passando atualmente), a recomendação que eu dou é de comprar pequenas quantidades de cada vez, aproveitando os momentos de baixa, obviamente. 
Por exemplo, eu dei mole, não troquei tudo quando a libra tava mais em conta, certo? O que eu fiz, então? Comprei £500 a R$3,58; £340 a R$3,90; e £400 a R$3,82. Assim, eu não sofri demais por ter comprado libras caras, porque eu compensei com as libras mais baratas. Fazendo as contas, foi como se eu tivesse comprado £1440 a uma médica de R$3,75. Fazendo a diferença com a cotação recebida, a R$3,35, dá um prejuízo de cerca de R$500,00. É dinheiro? É. Muito. Mas imagina se eu tivesse trocado tudo a R$3,90!

6) Lembrando que você deve sempre considerar o IOF na hora de fazer os cálculos de compra de moeda. Por exemplo, para comprar 100 libras o cálculo seria: 100 * cotação do dia * 1,0038.

*Update* 
Depois que o Carlos, meu calouro que também vai pra Inglaterra, comentou nesse post me lembrando de mais uma dica, eu resolvi atualizar esse post:

7) Assim que você trocar uma quantidade considerável de dinheiro, especialmente se a cotação estiver descontrolada desse jeito, o ideal é segurar a onda até a cotação baixar consideravelmente antes de trocar mais. No meu caso, eu resolvi comprar o laptop no Brasil (de modo que eu não precisasse converter reais pra libras) e trocar somente o correspondente a 3 mensalidades, ou seja, £1460 (ou melhor, £1440)... tendo trocado isso, eu vou esperar uma super baixa pra poder trocar o restante, que vai ficar quietinho na poupança. 

Bom, ficou um texto longo e carente de figuras, mas espero que seja de alguma ajuda pra quem tá começando agora!

Um beijo, folks, e até breve com a série "Packing"! Ai ai ai... 15 dias! QUINZE DIAS!
#hashtag #ansiedade

xxx

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cartão pré-pago internacional (aka Visa Travel Money ou Cash Passport) - parte 1.

Maaaates, here I am again! Two days in a row, that's almost a record, huh?

Enfim, muchachos, hoje eu vim bater um lero sobre os cartões pré-pagos internacionais, vulgos VTM (abreviação para Visa Travel Money) e Cash Passport (o equivalente com bandeira Mastercard).

Pra início de conversa, qual seria a necessidade de ter um desses, se você é um CSFista?

Bom, como eu já disse algumas vezes neste humilde recinto virtual, a primeira bolada de dinheiro a gente recebe convertido a reais em uma conta corrente no Brasil. Diante disso, para usar a bolsa na Inglaterra (ou qualquer que seja o país pra onde você está indo), você teria as opções de: usar o débito internacional, crédito internacional, trocar tudo em libras in cash ou usar um cartão pré-pago internacional, onde você compra as libras e as deixa guardadinhas em um pedaço de plástico com chip. 

O grande problema do débito e crédito internacionais são as taxas absurdas de IOF e a constante variação cambial, coisas que são diferentes quando você usa um pré-pago. Tipo: ao passo que o IOF de uma movimentação financeira com o seu cartão brasileiro no exterior é de cerca de 6%, o IOF de um pré-pago é 0,38%. E pra quem não sabe o que é IOF, essa é uma taxa que você joga por cima do valor total da sua compra em moeda estrangeira. Além disso, quando você compra as libras a um valor x e já joga no pré-pago, você não fica mais sujeito à variação da bolsa de valores! Então, se a libra tiver uma alta absurda, você estaria à salvo, diferentemente de quando você compra no cartão de crédito, em que você fica dependendo da cotação diária da moeda. 

Exemplificando em modos práticos, funcionaria assim: 
Se eu quero comprar um item no valor de £100: 
- No cartão de crédito eu pagaria: 100 * cotação do dia + 6,38% do valor da compra
- No pré-pago: 100 * cotação fixa, que você comprou com antecedência + 0,38% do valor
Confuso assim, eu sei, mas resumindo de maneira inteligível: fica muito mais em conta na segunda opção.

Quanto à compra de dinheiro em espécie, eu acho um tanto quanto arriscado. É muito dinheiro, vai que acontece alguma coisa! Um assalto, vai saber... melhor não.

Uma das meninas que vai pra Salford comigo (alô, Liana!) pretendia de início abrir uma conta lá no exterior, e realizar uma transferência de todo o dinheiro de uma vez pra lá, o que configuraria uma quarta opção. Não sei exatamente o que a fez desistir da ideia, mas sei que ela se rendeu ao pré-pago. Ou seja, sendo a pessoa ciente que é, eu aconselho a vocês confiarem na decisão dela e fazerem o mesmo! :P

É bom ressaltar que se tratando de um grande número de estudantes na mesma situação, é interessante fechar um grupo para tentar descontos especiais com corretoras de câmbio. Foi isso o que uma galera do nosso edital fez (e foi assim que eu entrei no comboio e fechei o contrato com a Hoya Corretora de Valores Ltda).

**ATENÇÃO** 

NÃO FECHEM CONTRATO COM A HOYA. 
A empresa quebrou o contrato, parou de dar descontos especiais para CSF, não atende os clientes, não dá o mínimo de atenção. Essa é a maior dica desse post: NÃO. CONFIEM. NA HOYA. 

Nesse primeiro post é isso o que eu tenho pra contar pra vocês, a introdução e as generalidades de toda a questão prática monetária do Ciência Sem Fronteiras. No próximo eu JURO que conto como eu realizei a primeira recarga e a ativação do Cash Passport pelo site :)

Um beijo ft. um queijo,
xxx