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domingo, 18 de janeiro de 2015

#poesifique-se + cinco meses de Brasil.

Olá, bom diiiia, amores! 

Então, anteontem, dia 16 de Janeiro de 2015, fez exatamente 5 meses que eu cheguei no Brasil, e eu tenho sensações paradoxais sobre o tempo decorrido: ao mesmo tempo que eu penso que o tempo passou rápido demais, eu penso que parece uma eternidade. Acho que eu estou mais tendenciada achar que parece que foi way long ago, tipo um sonho. O que é basicamente o mesmo sentimento que eu tinha quando escrevi esse texto aqui, no meu outro blog:

"everything seems so far away now, like one of those blurred dreams you have on a hot sweaty night
you squeeze your closed eyes and try to see it better, but you can't really see it any longeronly feel iti still can feel it, all that pleasure slowly growing inside of me, contracting all my musclesuntil it all burst in a big puddle of farewell tearsit took me 6 hours to start cryingand even now, nearly 3 months later, i still got the random shakes of this climaxi came...back to this faraway land, which i used to call my homebut now i'm not so surei'm still shaking"

De qualquer forma, eu resolvi vir aqui contar pra vocês do que eu mais sinto falta lá da terra do baby George. A princípio eu ia escrever só o #top5, mas descobri que quando a gente pára pra pensar, não tem como separar só 5. Cada mínimo detalhe importa... enfim, resumindo, resumidinho, é isso aê:

#gottaloveUK


1. Frio

Cara, sem dúvida alguma é a coisa que eu mais sinto falta da Inglaterra. Ainda mais nesse verão carioca maravilhoso, em que nós, pobres mortais, somos obrigados a (sobre)viver em um calorzinho de 50 graus na sombra. De vez em quando eu fecho os olhos e imagino que estou de novo do lado de cima do mundo, preferencialmente na Escócia em janeiro, com minha boca queimada de frio e aquele vento gelado paralisando minha cara. Que sonho bom.

Tá quentinho.
2. Tempo livre

Eu estava em intercâmbio acadêmico, sim. Mas se vocês compararem o tanto que eu tenho que estudar no Brasil e o tanto que eu tive que estudar na Inglaterra, é pra chorar de desespero. Eu tinha MUITO tempo livre. Fora as milhões de férias e study weeks. Que bênção. 

A vida tá difícil, galera.
3. Takeaway

Meal for one: pizza 10", chips and a can por £3.50 = paraíso dos gordinhos. Saudades, takeaways. 

Enjoyin life.
4. Tesco

Nossa, cara, parece uma saudade tosca, mas fazer compras na Inglaterra era uma parada muito mais prazerosa. Era tudo muito mais barato, mais gostoso, mais gordo, fora que, juntando-se ao fato de que eu tinha tempo livre de sobra para cozinhar, eu podia simplesmente inventar moda na cozinha e comprar ingredientes para tal. E eu sempre fazia compras com o Illya, então era uma coisa muito prazerosa, sempre. Muitas saudades das minhas compras noturnas... :(

Mantenha os mentalmente instáveis fora da cozinha... ou não.
5. Frio de novo

Nunca é demais lembrar, né?

6. My dearest friends.
Amigos não merecem entrar em uma lista boba dessas. Amigos são sempre a cereja do sundae, e eu trocaria qualquer um dos itens do meu top5 (até mesmo o frio) por eles. Sem dúvida o amigo que eu sinto mais falta é o Illy, meu housemate ucraniano. Tem horas que é insuportável lembrar de tudo o qeu a gente passou junto, e sério, dói. Mas, oh well, a gente está sempre no Skype, mandando cartas, fofocando... rola até leitura de cartas de tarot online! Mas, enfim. Saudades infinitas. 

 




7. Rolê pela cidade

Uma das minhas coisas preferidas de se fazer no intercâmbio, diferentemente da maioria, que curte a bebedeira e a festança, era simplesmente pegar um ônibus e ir passear na cidade, preferencialmente nos fins de semana. Manchester é uma cidade muito rica em arte, especialmente musica. Muitas bandas fodas tiveram-na como berço, e muitas bandas fodas ainda vão surgir por ali.
Meu roteiro ideal seria ir pra MCR, almoçar no Taco Bell (na Food Court do Arndale), passear na Paperchase (minha papelaria favorita), na loja de livros usados que fica perto da Shudehill Interchange, Picadilly Gardens, tomar um café delícia no Starbucks ou Costa, e terminar com uma pint na Canal Street (ou Gay Village, pros íntimos). 

 


8. Movie nights

Ir ao cinema com o Illy, assistir a todos os lançamentos da Disney e sair felizes como crianças era um dos meus passatempos preferidos de todos os tempos![

TOOTHLESSSS
9. The hill

Lá no Castle Irwell, a accommodation, tinha muita grama. Muita mesmo. Atrás da casa 62, onde eu e o Illy vivíamos, tinha essa colina de grama, nossa "hill", e nos últimos meses, estender um cobertor nessa grama e observar o por-do-sol, beber, ouvir música, desenhar e brincar com filhotes de raposa era our thing. Por fim nós viramos Their Majesties, Queen Rayra and King Illya, from the Hill. 

 

 
 

10. Cultura, viagens e novas experiências.

Quando você está em outro continente, toda paisagem é engrandecimento cultural. Toda viagem é uma maravilha. Eu sinto muita falta disso... 
Fora também as experiências sociais e acadêmicas!

 

Enfim, gente, olhar todas essas fotos quase que me faz chorar.
O intercâmbio foi maravilhoso, cinco meses já se passaram e, não, por mais que eu disfarce bem, eu ainda não superei.

Beijos!!!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Alerta: este é um post "nadaver" + #somostodosgostosos

Olha, parei pra (re)pensar os meus últimos posts e percebi que talvez eu esteja passando uma ideia errada por aqui. Achei pertinente vir aqui e usar da minha super-ultra-mega-fama (sqn) para esclarecer alguns fundamentos importantes da minha doutrina pró-opções saudáveis, e dar a dica prazamiga e prozamigo que, como eu, sofremos com a malfadada noia corporal. Mas antes de mais nada, é válido o shout out:

ALERTA: ESTE É UM POST "NADAVER".

Vou começar contando uma (não tão) pequena história.

Era uma vez uma adolescente gordinha, que não fazia as sobrancelhas, usava óculos, aparelho e tia um diastema nos dentes. Apesar de já sofrer os primórdios de uma importante queda na sua auto-estima, ela ainda tirava fotos no espelho com sua Sony Cybershot com duas pilhas AA recarregáveis e seu cartão de memória de 256Mb e se sentia bonita. Ela tinha um flogão. Ela nunca tinha beijado na boca, mas ela era apaixonada. Tão apaixonada.

Essa menina nutriu uma vasta coleção de amores platônicos durante seus anos de ensino médio e pré-vestibular. Eram platônicos muito mais por timidez que por falta de auto-estima. Durante o cursinho, teve um sério caso imaginário que durou alguns anos, mesmo depois de ter entrado na faculdade de Medicina. Foi esse o primeiro golpe federal que ela teve na sua auto-estima que, daquele momento em diante saiu com poucos freios ladeira abaixo. Devagar e constante. 

Um belo dia essa menina se apaixonou de novo, e dessa vez parecia real. Saíram algumas vezes até um belo dia, esse jovem rapaz fez um comentário nada inocente sobre o peso em que ela se encontrava. Depois fez um comentário sobre sua cor, seu cabelo, seus óculos, sobre o modo com que ela enxergava o mundo, sobre o que ela postava nas redes sociais, sobre suas amizades, sobre seus gostos. A menina, coitada, achava que se quisesse ter algum sucesso no amor, tinha que dar ouvidos. Ele era sua única chance. 

A menina entrou em uma dieta séria nas férias e emagreceu seus primeiros 4kg durante o verão. Não tendo chamado a atenção do moço, continuou a se alimentar de maneira saudável e se exercitar, sua auto-estima melhorando aos poucos, até que um belo dia o rapaz fez um dos mesmos comentários escrotos, mas dessa vez se referindo a uma amiga. Amigo, minha amiga não. Cortou relações e nunca mais conversaram. 

Mas a auto-estima melhorou tanto com a dieta, que ela não conseguiu parar. Chegou um momento em que ser saudável não estava a emagrecendo tão rápido quanto ela gostaria, então ela começou a substituir algumas refeições por frutas. Ou duas. Ou talvez ela devesse comer frutas o dia inteiro. Não havia uma meta definida, apenas a vontade de ser magra e poderosa. Tinha dias em que ela perdia a linha. Comia um pacote inteiro de cereal. Um pacote inteiro de torrada com requeijão. Mas não tinha problema, porque era só vomitar depois. 

Mas doeu, e ela caiu na real um dia. Pediu ajuda, começou a se tratar, melhorou aos poucos e se aceitou melhor. Ela conheceu o maravilhoso mundo da atividade física. Do comer saudável por prazer. Do emagrecer um quilo por mês e nunca mais ver esse quilo de novo, pois era agora um processo natural. Ela aprendeu a fazer opções saudáveis.

Sim, amigos, todo esse lenga aí de cima era pra chegar nessa última frase: FAZER OPÇÕES SAUDÁVEIS. 

Eu fiquei preocupada depois do meu post sobre as resoluções de ano novo, achando que eu soei um pouco pró-magreza, pró-fitness, pró-dieta, pró-padrões da mídia demais. Quis vir aqui e deixar claro: EU SOU PRÓ-SAÚDE. E saúde é uma parada maravilhosa que não vê cor, não vê sexo, credo, religião E NEM TAMANHO.
Magro pode ser saudável sim, mas pode ter um lixo de saúde também. Gordo pode ter problema sim, mas pode ser mais saudável que eu, você, e toda essa galera maromba junto também. 

Se eu chegar pra vocês e falar que eu não me sinto mal quando eu engordo, eu estou mentindo muitíssimo. Eu me importo sim. Fico triste sim. Mas é importante ressaltar que, por mais que eu me sinta mal e me esforce pra chegar em um patamar físico de meu agrado, esse patamar físico É DO MEU AGRADO. Não é porque eu li na Boa Forma que pra vestir um biquini eu tenho que secar 5kg em duas semanas com a merda de uma dieta detox onde eu troco todas as minhas refeições principais por um suco de couve com limão e os snacks por tofu. Amigxs, tapem os olhos pra essas baboseiras.

A única pessoa a quem você deve satisfação é você mesma. 
Não às revistas.
Não às novelas.
Não aos seus amigxs.
Não aos seus familiares.
Não a NENHUM CARA/GURIA por quem vocês estejam interessados. 
Só você. Só vocezinho. 

Aproveitando pra contar um "causo", assim que eu voltei pro Rio, entrei no Tinder e comecei a conversar com esse cara super legal. A gente saiu e conversou sobre família, religião, amigos, livros, filmes, música, trabalho, comida, atividade física, neuras, dietas, demos nomes pros nossos futuros filhos, e tudo mais. Puta cara legal. Curtia foto de bunda no Instagram, mas era legal a beça. Nada contra bundas. Eu também adoro bundas, bundas são lindas.
Até que um belo dia, esse cara legal a beça mandou a seguinte: "que academia você faz?" "po, eu faço x, por que?" "porque se fosse academia y eu iria malhar pra você pra te incentivar e te deixar gostosa". 
TE DEIXAR GOSTOSA.
TE.
DEIXAR.
GOSTOSA.
O que a velha Rayra faria? Compraria 3 potões de whey, cortaria carboidratos, e começaria uma série monstra de agachamentos pra deixar a minha bunda como as bundas que ele curtia no instagram. 
O que a Rayra new generation fez? Falou: EU JÁ SOU GOSTOSA, E VOCÊ É UM BABACA, BEIJOS PRA VOCÊ. SEU MERDA. E nunca mais se falaram. Simples assim. Não é bom ter uma boa auto-estima, gente? É maravilhoso!

Resumo da ópera:
Se você tem 240kg e tá de boassa, sua saúde tá supimpa, vei, parabéns. Não tem pra que você mudar. 
Se você tem 32kg, nas mesmas circunstâncias, também.
Se você tem pochete, espinha, costelas aparecendo, celulite, estria, ossos demais, dentes tortos, usa óculos, aparelho, tem cabelo crespo, liso, ruivo, tem sardas, e ESTÁ BEM DE SAÚDE, você está bem. Ponto final. Não tem que mudar nadinha. A minha campanha é sempre pró-saúde.

E o mais importante: SOMOS TODOS GOSTOSOS, E TODO O RESTO QUE ACHA O CONTRÁRIO SÃO BABACAS. BEIJOS, SOCIEDADE.

Aproveito aí pra recomendar alguns sites/perfis de insta pró-self love. Sempre bom ter alguém pra lembrar a gente que somos lindos, gostosos e cheirosos, mesmo que a tpm nos diga o contrário: 


É isso aí, folks. Vamos começar 2015 bem!
Beijocas!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

#crônicas: Sobre o dia em que eu fiz xixi na roupa, na estação de trem.

Ei, gente!

Então, estava eu pensando com os meus botões e, minha nossa, quanta coisa engraçada eu vivo nessa minha vida, viu. E muitas dessas coisas rolaram durante o intercâmbio, em Eurotrips, ou mesmo no meu dia-a-dia. Resolvi, então, unir o útil ao agradável e vir aqui, neste humilde recinto virtual, dividir as histórias mais hilárias que eu me lembrar. Sabe como é, um pouquinho de humilhação pública pra começar o ano bem! 
Sejam bem-vindos à hashtag crônicas: as muitas aventuras desta guria do barulho que vos escreve.

A primeira historinha que eu vim contar é essa: Sobre o dia que eu fiz xixi na roupa, na estação de trem.


Era o fim de janeiro, fim do meu primeiro mochilão pela Europa e eu voltava da última cidade, Edimburgo, na Escócia, de volta pra Manchester. Sabem como é mochilão, né, sempre um perrengue de dinheiro, sempre um perrengue de tudo, e eu tinha achado essa passagem maravilhosa da Escócia pra Manchester, de trem-ônibus-trem por maravilhosas 8 libras. Gente, 8 libras, da Escócia pra Manchester? Nem pensei duas vezes e comprei. Nem pensei nas 6 horas de viagem.

Edimburgo já foi um caso à parte de perrengues, por ser o último lugar. Estava super cansada, morrendo de frio, só querendo mesmo me enfiar debaixo do edredom na cama quentinha do hostel. E pra completar o perrengue, eu já estava vivendo momentos tensos de ~polaciúria~ e ~urgência urinária~ desde Paris. Como pra bom estudante de Medicina, meia lista de sintomas basta, vocês podem presumir que o que parecia ser uma delicada infecção urinária estava se instalando. Pois bem. Back to our goats.

Essa passagem baratíssima que eu encontrei era um mix de trem e ônibus, pela Virgin Trains. Eu sairia de Trem de Edimburgo até uma cidade x. Um ônibus dessa cidade x até uma cidade y. E dessa cidade y eu pegaria outro ônibus até Salford Crescent, a estação mais próxima da uni accommodation.
No trem eu estava de boa. Uma garrafa de 500mL de água e uma leve vontade de fazer xixi, mas nada emergencial. Não quis ir no banheiro do trem porque era poucas paradas até a minha, e na minha doentia lógica "não ia dar tempo". Fui enrolando, enrolando, enrolando, e a vontade apertando. Mas aí realmente não ia mais dar tempo, e eu decidi que iria no banheiro da estação onde eu saltaria, ou no ônibus mesmo. 

Chegando na estação, a surpresa: o ônibus já tava parado esperando a galera pra sair. Tive que ir correndo pra não perder (e a bexiga que só Jesus). E chegando seca num banheiro. Quando eu subi no ônibus: TCHARAM! Não tinha banheiro. NÃO. TINHA. BANHEIRO. E, meus amigos, a vontade de mijar era fenomenal. "Tá tudo bem", eu pensava, é tudo psicológico. Rapidinho eu chego. 

Rapidinho, uma ova. Eram três horas de viagem, e a vontade só apertava. E pra variar, como todo santo dia na terra de Beth, choveu. E eu via aquela chuvinha, e só pensava em xixi. Xixi xixi xixi xixi xixi. Minha sorte é que o boy (na época ainda atual, e não ex) ligou, e passou uns bons 40 minutos no telefone comigo, pra me distrair. 

Só sei que quando eu cheguei na estação final, eu saí correndo na frente de geral, desesperadona. Só deu tempo de parar o primeiro oficial que eu vi pela frente e perguntar "hey, where can i find a toilet?". Ele me apontou a direção, eu gritei "cheers" meio que já virando as costas e saí correndo estação afora. Correndo, literalmente. Mochilão nas costas, bexiga gritando socorro e Rayra corria. Corria, corria, corria, e cara**o, cadê essa po**a de banheiro filha da p**a!!!!

O banheiro estava se aproximando, e como rege a lei fundamental das vontades incontroláveis de mijar, o esfíncter uretral externo, de controle "voluntário", foi perdendo a força. Foi perdendo a força na primeira porta. Na segunda porta (porque, sim, os banheiros no Reino Unido tem sempre duas portas, que se abrem para direções opostas, por questões de fire safety) o coitado estava pra morrer. Quando eu cheguei nas proximidades de um vaso, não deu. Mijei nas calças. 

Sentei no vaso de calça jeans e mochila nas costas, e só sentia aquela poça de xixi se formando na minha bunda, e eu pensando "que merda". Sorte a minha é que era um mochilão, né. Na minha mochila tinha SOS higiene, calcinhas limpas, calças limpas, meias limpas e o que mais precisasse. No banheiro mesmo eu me limpei, me troquei, guardei as roupas fedidas em uma sacola e me mandei. Rabinho entre as pernas, sentei na sala de espera tentando fingir uma cara de "não fiz xixi nas calças", e catei meu diário de viagem pra escrever o feito enquanto o segundo ônibus não chegava.

Aff, esses perrengues...

Happy New Year!!!


Feliz 2015, lindezas!!!!

E aí, como foi a virada de vocês?
Eu sei que dessa vez eu não tenho muito o que falar sobre tradições inglesas dessa vez, por motivos óbvios. Mas o que eu posso - e vou - fazer, é comparar a minha virada do ano passado com a desse ano. Se você ainda não leu o meu relato do ano passado, clique aqui e dê uma lidinha!

Então, ano passado, como vocês devem ter lido, eu passei a virada bebendo todas em um pub no condado de Warwickshire, na cidade do meu ex-namorado, com eles e amigos. Eu, como boa brasileira, achei muito é chato e senti muita falta de fogos de artifício, pular sete ondinhas, fazer oferenda pra Iemanjá, etc. Fiz a "promessa" de que o próximo Reveillón seria na praia de Copacabana... oh well, about that... 

It didn't happen.
Passei a virada na roça mesmo, na cidade da minha mãe, no sítio do meu tio, com família. Churrasco, cerveja e fogos. "Fogos". Foi maravilhoso? Não. Mas foi bom estar com a família de qualquer modo. 

Primeiro piscina e churrasco durante a tarde... 
Selfie de biquinho com a priminha (que de inha não tem mais nada).
With mum and dad.

Selfies no espelho com o look da noite são essenciais, claro.
Sobre as metas de ano novo que eu fiz pra 2014, no ano passado eu fiz 5 bem simples porque eu sei que se eu quisesse cumpri-las, elas teriam de ser no mínimo... cumpríveis (?). Foram elas:

1) Emagrecer
2) Aprender a tocar violão
3) Aprender francês
4) Ler Guerra e Paz
5) Viajar


Dessas 5, eu posso dizer que eu cumpri 3. Na verdade 2.5, porque eu não aprendi a tocar violão, mas sim o ukulele. As duas que eu não alcancei foram o francês (que eu não passei do "jê nê parlê pá"), e ler Guerra e Paz. 

Sabe, de modo geral, 2014 foi um puta ano gostoso. Além de eu ter vivido os últimos meses do meu intercâmbio, todas as viagens que eu tive a oportunidade de fazer, as pessoas maravilhosas que conheci e os momentos maravilhosos que eu vivi, um mundo de cultura mesmo, tudo isso foi incrível. Eu poderia dizer que 2014 foi imbatível, mas eu não sou uma pessoa de me contentar com pouco, e eu quero mais, muito mais! Eu sei que 2015 também vai ser fantástico à sua maneira!

Aproveito aqui pra agradecer a todos vocês que leem o blog, deixam recadinhos e comentários carinhosos, assistem aos vídeos, curtem a página, recomendam, etc! Isso tudo é MUITO gratificante, e é por isso que eu continuo postando aqui, mesmo depois de meu ano de CSF ter acabado! Espero ainda ser de ajuda pra algum perdido por aí! 

As metas pra 2015 são tão simples quanto:

1) Fazer opções saudáveis: pois é. Não prometo emagrecer, marombar e nem ficar monstra. Mas prometo fazer opções mais saudáveis sempre, em todos os âmbitos da minha vida. 
Essa meta eu já botei em prática assim que eu entrei de férias e vim pra casa da minha mãe, no interior do ES, quando eu cortei refrigerante. Eu sou/era viciada em refrigerante, do tipo que bebia uma média de 2L de coca-cola zero por dia, sozinha (não, não estou exagerando) e, apesar de nunca ter nenhum sintoma gástrico, eu sei que essa era uma péssima escolha. Pois bem, agora fico só no suquinho. 
Uma outra coisa que eu estou lutando contra é o tal do vício em café. Se deixar eu bebo 1L por dia fácil. Eu sei que pela manhã, meus 400-500mL de café preto, bem forte, são de lei. O que eu pretendo fazer é manter o café pela manhã e substituir o restante por café descafeinado, até desmamar completamente da cafeína. Se eu já sofri cortando a coca-cola subitamente (eu dormi uma semana seguida, não conseguia manter os olhos abertos de tarde), imagino que se eu cortar o café eu vou pirar. Mantenho vocês atualizados!
Além disso, ainda na dieta, as opções saudáveis vão continuar predominantes, como geralmente faço. Mas opções saudáveis não significam cortar tudo que é gostoso, coisa que eu sei que não funciona comigo. Eu vou comer mais frutas, saladas, água, sim... mas o dia que eu quiser comer um rodízio de pizza, um pedaço de bolo com capuccino, cinco bolas de sorvete de pistache, eu vou. 

2) Atividade física de rotina: é outra meta a la opções saudáveis que só será perpetuada, e não implementada. Eu aprendi a amar a atividade física como uma forma de escape dos estresses diários. A grande questão pra mim é que eu tendo a "eleger" uma única forma de atividade e ficar nela pra sempre. O grande desafio de 2015 é descentralizar o meu work out. Manter o aeróbico, dar uma focada na corrida (já que no final de março eu participarei da minha primeira corrida de rua), e, mais importante, musculação! Eu odeio musculação, mas vou dar o meu melhor pra puxar uns ferros e ficar "fitness".

3) Foco acadêmico: agora é oficial. Ano que vem eu sou médica. Isso quer dizer que nesse ano e meio que me resta até eu pegar meu CRM, eu tenho que aprender tudo o que for essencial pra minha prática. Vou focar, vou vencer. 

4) Sair da zona de conforto social: essa é complicadinha, pelo menos pra mim. Com a vida de acadêmico de Medicina, fica complicado sair dessa zoninha de conforto "hospital-academia-estudar em casa-estágio-hospital". Eu ponho como meta, então, sair dessa zona e me arriscar mais por aí. Conhecer gente, sair, me abrir mais, me estressar menos com coisas pequenas, aprender a relaxar e não pirar!

Mas sabe quanto àquelas opções saudáveis? Também cabe aqui. A duras penas nessa minha vida eu aprendi a cortar de vez as pessoas nocivas, e em 2015 eu vou continuar assim. Se tem uma coisa que eu - e nem ninguém - preciso na minha vida é de alguém me botando pra baixo. Eu já sou boa nisso sozinha, preciso de ajuda não. Além disso, vou continuar falando na cara, como eu aprendi também depois de muito apanhar por guardar sentimento... aqui é assim: falou o que quer, vai ouvir o que merecer. 

5) Me aprofundar em clássicos brasileiros: não vou ler Guerra e Paz tão cedo. Se eu não li enquanto estava de bobeira em Manchester, não vai ser com essa vida louca de interna que eu vou ler. Mas vou fazer algo que há muito tempo eu tenho vontade de fazer, que é me aprofundar nos clássicos da literatura brasileira. 
Enquanto eu estava na Inglaterra eu só li livros em inglês, fossem eles clássicos (como as obras de Jane Austen, irmãs Bronte e Shakespeare), como livros mais recentes. Isso foi pra me manter mais inserida no mundo britânico e melhorar o meu vocabulário. 
Agora eu estou de volta, e é hora de eu dar mais amor aos escritores do nosso país. Eu parei pra pensar outro dia - e é uma vergonha admitir - que os únicos clássicos brasileiros que eu li na vida foram por causa do vestibular. Imaginem só que eu só tinha lido Quincas Borba, de Machado! Pois bem, já estou na metade de Dom Casmurro, e vou continuar mergulhando nos nossos clássicos durante esse ano... mas claro que com uma folga ou outra pra dar uma lidinha em inglês e manter as minhas reading skills atualizadas, caso eu resolva refazer o IELTS. 

Cinco metas bem simples pra começar o ano bem. Quem vem comigo?

Reiterando o desejo inicial, eu desejo a toooodos vocês um ano de muita luz! Muitas vitórias, muitas bênçãos, muitas felicidades e muito aprendizado. Se vocês estão participando dos editais do CSF, muita sorte e uma dica: SE JOGUEM!!!!

Beijos, lindos!!! 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Minha tatuagem.

Oi, lindxs!

Algumas pessoas vieram me perguntar, ainda na Inglaterra, sobrea minha tatuagem. Pois bem, hoje eu vim contar toda a história dela.

Eu SEMPRE quis uma tat. Desde pelo menos os 16 anos eu venho acumulando ideias e mais ideias de rabiscos pelo corpo e, quando eu fui aceita para o CSF eu tinha certeza de que voltaria da Inglaterra com um desenho de "souvenir". Demorei, demorei... mas em julho desse ano, eu finalmente tomeu coragem e fiz! 

Foto da minha andorinha linda tirada no mesmo dia (na mesma hora) em que eu fiz a tat. 
Então. A ideia de uma andorinha não surgiu 100% consolidada na minha cabeça. A única certeza que eu tinha é que eu queria um pássaro, por dois motivos principais:
1) Meu poema favorito:

Acho que todo mundo que é brasileiro e minimamente incluído no mundo digital já leu o famigerado Poeminha do Contra. Vocês podem não saber que esse é o nome do poema. Que quem escreveu foi Mário Quintana. Mas vocês já devem tê-lo lido...

"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"

Eu, particularmente, sou apaixonada pela simplicidade e força dessas palavras. Basicamente ele te diz: "Cara, f**a-se essa galera recalcada que te puxa pra baixo! Você foi feito pra voar sobre todos esses obstáculos! Cê é pássaro, guria, voe!" 
E essas palavras tiveram especial significado justamente quando eu estava no meio do meu processo de inscrição para o CSF, por motivos bem pessoais. Mas resumindo: felicidade alheia incomoda, e vocês sabem como é, né?

2) Meu amor por viagens:

Quantas vezes durante esse intercâmbio e durante a minha vida eu desejei ter asas. Asas que me levassem a quaisquer lugares que eu ousasse sonhar. Bom, de certa forma o CSF realizou meu sonho e me deu asas. Queria representar essa bênção, e por que não desenhando um pássaro no meu corpo.

A partir daí foi trabalhar nos pormenores dessa tatuagem, que teria um pássaro em seu design. Dentre as minhas ideias, havia: 

- Incluir um pássaro entremeio a muitos dandelions, o nosso dente-de-leão, já que mais pro final do meu intercâmbio, durante a primavera europeia, em todo canto havia dandelions e/ou o frufru que sai deles. Tirei muitas fotos e ainda fiz um poeminha, que vocês podem ler aqui.


Eu e minha paixão por dandelions.
- Tatuar um pássaro que representasse bem a Europa: uma magpie. Quem já foi à Europa tanto pra morar como pra visitar já deve ter visto esse pássaro lindo, primo dos corvos, de plumagem branca, preta com tons de azul. É lindão mesmo, e eu considerei fortemente tatuá-lo... até me tocar do significado. Magpie é um bicho ordinário, interesseiro e frívolo. Rouba tudo que é coisa brilhosa que encontra pelo caminho e leva pro ninho. Enfim, é um bicho cafajeste e eu não queria isso representado em mim (por mais lindo que seja).

Magpie: bonitinho e ordinário.
- A tatuagem da Amy. Bom, eu sou super fã da Amy Winehouse. Tudo bem que ela era louca, drogada e despirocada, mas ela tinha personalidade e eu quase morri com a morte dela. Um dos meus grandes arrependimentos foi o de não ter ido no show dela quando ela foi ao Rio, mas enfim. Uma das tattoos dela era um pássaro (muito mal desenhado) com os dizeres "Never clip my wings". Eu não copiaria a torto e a direito (até porque, como eu disse, era uma parada bem escrotamente desenhada), mas eu tomaria isso como base e estilizaria uma tat similar pra mim. A ideia desandou nem sei por quê... 

<3
- Por fim, um amigo me disse: "por que você não faz um swallow?" Até então eu nem sabia que swallow era andorinha, mas eu sabia que ela era o pássaro dos viajantes. Que a tatuagem de um swallow on the left shoulder era a marca de quem curtia uma viagem. Até então tudo lindo, né? O problema é que essa tatuagem é mó comum, e eu não queria uma coisa que todo mundo tinha... 

Mas aí é que entra um bom profissional! 

Eu fiz a minha tatuagem no Manchester Tattoo Emporium, em Manchester (óbvio), com o artista Magik Essa aqui é a página deles no FB. 

O processo foi mais ou menos o seguinte: cheguei lá em um dia impulsivo e marquei um horário pra próxima segunda. Eu tive que dar mais ou menos o tamanho, local e ideia da tat, que no meu caso seria a andorinha em preto e branco (não queria cores de jeito nenhum), em cima da minha escápula esquerda, e eles me deram o valor. Eu tive que deixar £20 de entrada, pelo agendamento. 
E escolha do local não foi pelo significado somente... eu queria escolher um lugar que eu não visse com frequência em meu próprio corpo, e que não sofresse alterações bruscas com as variações de peso (hello, efeito sanfona!). E outra: também não queria que fosse em um lugar que se alterasse com gravidez, por exemplo as costelas ou barriga de modo geral. A escápula foi uma solução supimpa.

Chegando lá no dia é que eu e o artista fomos decidir o design final. Cheguei lá cheia de ideias que foram completamente desconstruídas hahaha. Depois que eu disse que queria um swallow, ele simplesmente jogou no Google (!!!), a gente escolheu uma imagem juntos, decidimos o tamanho e ele imprimiu pra fazer uma arte por cima da imagem. Assim, na hora. Artista é artista, né? E eu fui bem corajosa também, porque, vejam bem, a imagem escolhida foi essa: 


Que é uma parada, ao menos aos meus olhos, bem diferente do resultado final (que é muito mais lindo, modéstia à parte). Quando ele finalmente chegou com o decalque, eu simplesmente sentei lá e deixei o Magik fazer a mágica dele, rs. 

Todo o processo (desde escolha do desenho à tat finalizada) durou umas 4h e, sim, foi feita em apenas uma sessão. Se doeu? Não... apesar de dor ser um aspecto bem subjetivo, já que cada indivíduo tem um limiar diferente pra dor. No meu caso, não. Senti uma agulhada mais forte aqui ou ali, mas de modo geral foi uma dorzinha até bem gostosa. Saí de lá já querendo fazer mais! 


 

As recomendações dadas a mim foram as básicas: bepantol, plástico filme, evitar água e sol, não coçar, etc. A minha cicatrização foi super de boa. Em menos de uma semana a tat já tinha descascado e cicatrizado completamente.

Pra quem anda curioso, o valor que eu paguei foi £165 no total. Foi caro? Foi. Mas acho que sendo uma parada permanente no seu corpo, você tem mais é que gastar o suficiente pra fazer algo com alguém muito bom e que não deixe você morrendo de arrependimento depois. Eu sei que eu não me arrependo de ter gastado metade da minha bolsa com isso, porque no final das contas, eu sou completamente apaixonada pela minha tat. Morro de amores mesmo. 

E é isso, gente. Se vocês tiverem mais alguma dúvida, ou caso queiram perguntar mais coisas, sintam-se livres para deixar um comentário aqui em baixo!


Beijocas!


Retrospectiva CSF: mês a mês com foco nos quilinhos do intercâmbio.

Oi, lhendos!

Então, hoje eu vim cá fazer uma retrospectiva mês a mês do meu ano de CSF, a aproveitar pra bater um papo sobre uma parada que assombra a cabeça de muito pré-intercambista (e intercambistas propriamente ditos também): os quilinhos do intercâmbio. 


Talvez as meninas se identifiquem mais com esse meu post que os meninos. Mas eu falo por mim, sim? Acho que o meu maior medo de ir pra Inglaterra passar um ano era o tanto que eu ia engordar. Parece fútil, mas insegurança com meu corpo é um mal que me assola desde que eu me conheço por gente. Passei por períodos magros, períodos gordos, períodos com transtorno alimentar e, finalmente, tinha chegado a um patamar de período "saudável". O prospecto de sair do meu ciclo saúde e cair de novo em um período doente era aterrorizante. Mas é claro que eu não ia desistir da viagem da minha vida por uns quilinhos futuros, né?

Mas então, respondendo a pergunta do título do post, baseado na minha experiência pessoal: os quilinhos do intercâmbio existem sim senhores. Especialmente se você tem uma tendência à gordice, que é claramente o meu caso. Imagino que os magrinhos que lutam tomando whey e malhando freneticamente pra ganhar peso acabem emagrecendo, Mas enfim, o blog é meu e eu vou falar de gordura. 

Então, por questões informativas, vou exemplificar a evolução dos quilos ganhados em imagens. Perdão se alguma das minhas fotos ofenderem os leitores queridos. Lembremos sempre que a beleza vem em todos os tamanhos! Vamos lá?

1) Pré-UK, pré-dieta


Antes de ter colocado na minha cabeça que eu queria ir pra Inglaterra, eu estava assim, com 72kg e relativamente feliz. Quando eu decidi ir, decidi também começar academia e uma alimentação mais saudável. Isso foi mais ou menos em abril (essa foto foi tirada em fevereiro de 2013).

2) Pré-UK, pós-dieta



Então no início de maio eu entrei na academia e comecei a dieta. Muito spinning e aeróbico depois, foi assim que eu fiquei em agosto de 2013: com 68kg estáveis. Digo estáveis porque eu cheguei a 65kg, mas sabe como é dieta, né? A cada kg perdido, você precisa manter por 1 mês pra estabilizar. Então os meus 65kg foram embora super rapidinho depois que eu parei de me exercitar. 

3) Primeiras semanas de UK: o emagrecimento ansioso.



Assim que eu cheguei na terra da rainha, eu tive um período de emagrecimento ansioso: eu não tinha fome, só queria saber de conhecer conhecer conhecer andar conhecer. Essa fase durou no máximo umas duas semanas, e eu dei uma emagrecida de uns 2kg nessa época. Como eu disse, foi um emagrecimento instável. Logo logo eu engordei. 

Daí em diante foi só por água abaixo. Vou postar fotos mensais aqui pra vocês, de Outubro em diante, de acordo com os pesos que eu me lembro ter tido.

Setembro 2013

Percebam que eu ainda estava ~magrinha. Atentem pros braços e a bochecha, principalmente. 

Turistando na Chinatown.
Com o Augusto, CSFer talentosíssimo que acabou de lançar o álbum Cachalote. Cliquem aqui pra verem a página dele no Facebook!
Primeira freshers party, na Tiger Tiger, com a Kezia. 
Outubro 2013

Em outubro eu já estava de 68 pra 69kg, então não é um senhor aumento né? Mas eu me lembro bem que ao final da minha daytrip pra Liverpool (vide foto), eu vi as fotos da câmera e chorei feito uma criança. Sim, chorei alto e com soluços de bebê porque eu me achei gorda. Like I said: probleminhas. Hoje em dia olhando as fotos desse dia, eu quero voltar no tempo pra me dar uns tapas na cara. Aff.
No Etihad Stadium, muito bem acompanhada, assistindo Man City vs Bayern de Munique pela Champions League.
68-69kg, em Liverpool.
Novembro 2013

Em Novembro eu fui pela primeira vez a Londres, e fiquei lá na accommodation do meu amigo Arthur, que estava na University of East of London. Me lembro bem que depois dos meus dias lá (acho que foram uns 3), eu cheguei em casa, me pesei e estava com 69kg. So far, so good.

Com o Arthur, na UEL.
No Xmas Market em Manchester <3
Dezembro 2013

Em dezembro, lá pelo natal, eu sei que já tinha chegado nos 70kg ou mais. Acho que estava entre 70 e 71, e não preciso dizer que já estava querendo morrer. 

Eu e o ex-boy no almoço de natal.
Eu (bochechuda) e melhor amigo gay na nossa night out, pra comer xuxiiiiii! 
Janeiro 2014

Foi quando eu fiz minha viagem pra Irlanda, e minha primeira Eurotrip. O que aconteceu foi que nos 15 dias de viagem que eu fiz, eu emagreci consideravelmente e fiquei toda feliz. Acho que eu cheguei nos 69kg de novo. Talvez 68. 

Assim eu estava no início da viagem em Portugal, primeiro país.
Aqui já na Espanha, um pouco mais magra. 
No Louvre!
Fevereiro 2014

Meio que me mantendo nos 70-71kg em fevereiro. 

Valentine's Day.
Cozinhando cachorro quente a la brasileira e pão de queijo pros meus machos.
Abril 2014

Abril foi quando eu fiz a minha viagem com a minha mãe e minha irmã, e aí foi só Jesus na gulodice. Viajar com família é gostoso, mas quando são 20 dias na estrada rola um estresse básico... muito McDonalds e porcariada depois, eu engordei uns bons 2 ou 3kg nessa viagem, e não consegui emagrecer depois. :( Eu culpo a Itália. Malditas pizzas e gelattos. 


Bruxelas
Veneza
Maio-Agosto 2014
Como eu disse, não consegui emagrecer. Aliás, foi só piorando. Sei que eu cheguei a 75kg entre Maio e Agosto, e bem no finalzinho tentei fazer uma dieta e voltei pra 73kg.

Bochechões em Maio, do lado de fora do teatro, esperando começar a última peça que eu assisti: Last Days of Troy, com a linda Lily Cole (que canta muito mal, por sinal).

Junho, na abertura da Copa.
Assistindo ao Jogo Brasil x Chile no Footage, em Manchester. Nessa época eu já tinha terminado (há algum tempo), e tem umas fotos ma-ra-vi-lho-sas em que eu tento seduzir um chileno gatinho (e falho miseravelmente), Mas nem a caral*a eu compartilho.
Essa eu tirei no dia em que eu fui fazer meu piercing, também em Junho, e representa bem a neura da pessoa. Eu já estava me sentindo um lixo considerável. "Take your meds. Shut up. You are not ugly nor fat."


Nessas fotos aqui eu estava me arrumando pra ir pro cinema com um gatxeeenho que eu tinha conhecido na balada. Claro que também tem história pra contar, e tem é muita (e ela envolve o cara tendo amnesia alcoolica e dormindo no cinema). Mas fato é que eu estava doente essa semana, tão doente que não conseguia me alimentar (sim, pra isso acontecer comigo eu tenho que estar DOENTE em caixa alta). Tava com uma auto-estima ótima.

Saint John's party.
Brazil x Colômbia, no Footage.
Fazendo a tat, no Manchester Emporium Tattoo <3 Beleza renascentista!
Dando um rolê em MCR, trabalhada no look de Pocahontas renascentista.
O último churrasco, quando a gordinha largou a câmera pra fazer gordice.
Mojitos?! Eu ouvi mojitos????
E foi assim que meu ano se passou, gente. As últimas fotos são as das últimas semanas, em Agosto, mas eu não consigo encontrar de jeito nenhum no meu computador. Vou procurar depois e atualizo o post, tá?

É preciso ressaltar que eu não acho um corpo gordinho feio em nenhuma hipótese. Eu luto todos os dias pela auto-aceitação, mas tendo meu histórico de distúrbios sempre foi difícil me aceitar como uma pessoa maior que a média.

O meu ano de Inglaterra foi essencial pra eu reconsturir a minha auto-estima perdida, e eu sou muito, muito grata por isso. Foi essencial também pra eu aprender a separar uma vida magra de uma vida saudável. Eu não era saudável, e isso refletiu no meu corpo. Quando eu cheguei no Brasil, a primeira medida foi retomar os meus hábitos saudáveis, muito mais que retomar o corpo que eu tinha antes (que nunca foi ~fitness~, diga-se de passagem). O que veio foi consequência. 

Saúde >>>> magreza. Todos os corpos são lindos, contanto que sejam saudáveis! 

Eu sei que esse post destoou um pouco dos objetivos do blog, mas espero que vocês tirem algum proveito dele! Em breve eu posto mais sobre as mudanças nos meus hábitos de vida pós-regresso ao Brasil, e todas as mudanças refletidas no meu corpo também!

E deixo de recomendação esse perfil do Instagram aqui, ó, que é de uma gringa anti body shaming lindíssima! 


Beijocas, galera! E um Feliz Natal, Feliz Ano Novo, Feliz Feliz Feliz!